Hoje em dia, a maioria das equipas já tem acesso a dados. O problema não é perceber o que aconteceu, mas sim antecipar o que vai acontecer. Passar de relatórios descritivos para relatórios preditivos não é uma mudança técnica, é uma mudança na forma de pensar a análise.
O que é um relatório descritivo
Um relatório descritivo apresenta o que já aconteceu.
Resultados das campanhas, métricas do período, comparações com meses anteriores. É útil para compreender o passado, mas tem limitações quando se trata de agir no futuro.
O problema é que muitas decisões continuam a basear-se exclusivamente neste tipo de análise.
O que muda numa abordagem preditiva
Um relatório preditivo não se limita aos dados, mas procura antecipar comportamentos.
Não se limita a responder «o que aconteceu», mas sim:
- O que está a mudar
- Que tendência se está a formar
- O que poderia acontecer se a estratégia não fosse ajustada
Isto permite agir antes que o impacto se reflita nos resultados.
Por que é que a maioria das equipas se limita a uma abordagem descritiva
A principal razão é de natureza operacional.
Quando se gasta tempo a recolher dados, a consolidar relatórios e a validar informações, não resta espaço para uma análise aprofundada.
Além disso, sem sistemas que centralizem a informação, é difícil identificar padrões ou tendências de forma consistente.
Como começar a pensar em termos preditivos
A mudança não se dá ao adicionar mais métricas, mas sim ao alterar as perguntas.
Em vez de:
«Como correu a campanha?»
Ir para:
- Que variável está a começar a desviar-se?
- Que padrão se repete nas campanhas que ganham escala?
- Que sinais indicam uma queda no desempenho?
Isto implica trabalhar com dados atualizados, análises comparativas e um acompanhamento contínuo.
O impacto na tomada de decisões
Quando a análise é preditiva, as decisões deixam de ser reativas.
Otimiza-se antes que o custo aumente.
Ajusta-se antes que a conversão diminua.
Expande-se antes que a oportunidade desapareça.
Dica final:
Na Master Metrics, consideramos que o caminho para a análise preditiva não começa com a inteligência artificial, mas sim com a organização.
Se os teus dados não estiverem centralizados ou chegarem atrasados, é impossível antecipar.
O primeiro passo é criar um sistema que lhe permita identificar tendências em tempo real.
Depois, a análise evolui por si só.